segunda-feira, 19 de julho de 2010

Conheça o caititu


Semelhante aos porcos domésticos e javalis, o cateto ou caititu é um mamífero tímido e quieto. Porém, fica agressivo quando é incomodado. Assustado, faz um barulho que lembra o latido de um cão, arrepia os pêlos do pescoço e das costas, bate os dentes e exala forte cheiro por meio de uma glândula localizada perto da cauda. Apesar de ter o corpo parecido com o dos porcos, as patas do cateto são mais finas e longas. Sua cauda é tão fina que quase não dá para ver. Ele tem pêlos cinza-escuro, mas ao redor do pescoço há pelos brancos formando um colar. Já o focinho é alongado, o que facilita o uso para remexer o solo em busca de alimentos. Os dentes caninos formam pequenas presas bastante afiadas, mas não tão grandes como as do javali.


Os caititus andam em grupos de cinco a 15 animais. Caminham pelas trilhas em fila e separam-se apenas para procurar comida: frutos, raízes, plantas, lesmas, larvas e outros pequenos animais. O mesmo cheiro que o caititu exala quando está assustado serve para marcar território e para animais de um mesmo grupo se reconheçam. De acordo com a localidade, é fácil encontrar o caititu em atividade à noite ou em horas de temperatura amena. Ele dorme em tocas feitas em arbustos, pedras ou túneis fundos construídos sob as raízes de árvores. Costuma ter apenas uma ninhada por ano. O período de gestação dura cerca de quatro meses e as fêmeas dão à luz um ou dois filhotes. Horas depois do nascimento, os pequenos caititus já correm e seguem a mãe, que cuida dos filhotes até os três meses de idade.


Esse animal do cerrado e também de biomas como pantanal e mata atlântica, era bastante comum no brasil. Mas seu habitat começou a ser destruído e ele tornou-se alvo dos caçadores por causa de sua pele - usada na fabricação de couro - e carne. Atualmente, a espécie está ameaçada de extinção em alguns estados brasileiros.


Fonte: Revista Ciência Hoje das Crianças nº 119,

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Despertar capacita professores do campo do oeste baiano


O Programa Despertar, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB) capacitou professores da zona rural de Barreiras e São Desidério entre os dias 13 e 15 de julho, como forma de multiplicar o conhecimento sobre a temática ambiental no campo.

Foram treinados 46 professores do campo em Barreiras, e 122 em São Desidério, que devem inserir temas como biodiversidade, resíduos sólidos, água, clima e solo, no planejamento pedagógico. O Instituto Bioeste apoiou a ação com a exposição fotográfica “Belezas e Ameaças” disponibilizada aos professores que realizaram curso.

O programa, em atividade desde 2005, visa promover uma educação voltada para a formação de uma consciência ecológica, a fim de que essa educação seja a alavanca para a concretização de mudanças comportamentais direcionadas à saúde, à cidadania, à preservação ambiental, ao agir ético e aos cuidados com o consumo.

O Fala Cerrado entrevista a coordenadora do Programa Despertar, Jaqueline Érrico e a professora Miriam Dias, que participou do treinamento, para sabermos mais desse projeto e sua aplicação em salas de aula. O programa também traz o fique por dentro, sobre o município de Cristópolis, no oeste da Bahia, e sobre o lançamento do ônibus a hidrogênio, além da seção cerrado sobre o cateto ou caititu.

Tema: Programa Despertar
Exibição: 17/07/2010
Entrevista: Jaqueline Érrico, coordenadora do Programa Despertar e Miriam de Souza Dias, professora da Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida
Realização: Instituto Bioeste
http://www.4shared.com/audio/6I-fZo7N/PROGRAMA_SOBRE_O_DESPERTAR.html

terça-feira, 13 de julho de 2010

Programa Despertar capacita professores do campo




Professores do campo de Barreiras e São Desidério estão sendo treinados, de 13 a 15 de julho, em educação ambiental pelo Programa Despertar, uma iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, e Federação do Estado da Bahia (FAEB). Estão sendo treinados 46 professores do campo em Barreiras, e 122 em São Desidério, que devem inserir temas como biodiversidade, resíduos sólidos, água, clima e solo, no planejamento pedagógico. O projeto tem a parceria da Secretaria Municipal de Educação de Barreiras e São Desidério.

O Instituto Bioeste integra a programação do Programa Despertar em Barreiras, no Instituto Federal da Bahia (antigo Cefet-Barreiras), ao apresentar a mostra fotográfica “Riquezas e Ameaças”, composta de aproximadamente 20 fotografias, divididas em seis eixos temáticos: culturas e povos do cerrado, fauna, flora, potencial turístico, ameaças, além do próprio Cerrado. As obras, de autoria dos fotógrafos João Zinclar, Benito Mera, Cristiano Nogueira, Haroldo Castro e Theo Allofs, têm o objetivo de sensibilizar e aproximar as pessoas do Cerrado por meio das imagens.

Segundo a coordenadora do núcleo da região oeste da Bahia do Programa Despertar, Liliane Queiroz, as temáticas devem ser inseridas de acordo com as necessidades das próprias comunidades. “Se a população tem problemas com a coleta de lixo, o tema deve ser inserido nas aulas para os alunos da comunidade”, exemplifica. O Programa Despertar tem o objetivo principal de promover a educação voltada para a formação da consciência ecológica a fim de alavancar mudanças comportamentais relacionadas à saúde, à cidadania, à ética, e ao trabalho e consumo. O programa foi implantado em 2005, e já passou até o ano passado em 69 municípios.

Mostra Fotográfica “Riquezas e Ameaças” - Programa Despertar
Data: de 13 a 15 de julho
Horário: das 8h às 11h – das 14h às 18h00
Local: Barreiras – IFBA – antigo Cefet-Barreiras
Informações: (77) 3611 7173







terça-feira, 6 de julho de 2010

Bioeste promove treinamento interno em educação ambiental

A área de educação ambiental do Bioeste - formada por Luciana Moraes e Cleiton Pessoa - realizou na última quarta-feira, 30 de junho, um treinamento interno com os colaboradores do Instituto Bioeste. O objetivo foi rever conceitos básicos no uso racional de água, energia, destinação de resíduos sólidos. Ao final foi criado um fórum de discussões sobre as condutas internas dos colaboradores.

A oportunidade também serviu como um fórum de relacionamento, como forma de minimizar as possíveis crises no ambiente de trabalho. Segundo a assistente administrativa do Bioeste Kelvy Adriana muito já se sabia. “É uma forma de conscientizar e tentar aplicar o uso dos recursos na prática”. O Bioeste conta atualmente com 14 colaboradores, divididos em sete áreas de atuação: Administrativo, Áreas Protegidas, Comunicação, Educação Ambiental, Políticas Públicas, Planejamento e Gestão Ambiental e Sistemas Agroflorestais.

Depois do curso, os integrantes do Bioeste se comprometeram a respeitar a coleta seletiva, já implantada na instituição, bem como incentivar que os colaboradores comecem a separação nas suas próprias residências. Ficou estipulado a entrega todas as quintas, quando a Cooperativa dos Catadores dos Produtores Recicláveis de Barreiras e Oeste da Bahia (Caber) deve coletar o material na instituição.

O curso também recomendou o uso de garrafas ou copos pessoais, uso moderado do ar condicionado, e o desligamento dos computadores ou dos seus monitores quando não estiverem em uso. Para a coordenadora de educação ambiental do Instituto Bioeste, Luciana Moraes, a ação visa também um melhor relacionamento e um cuidado com as pessoas que também desempenham o trabalho na área ambiental. “Somos muito cobrados lá fora, e por isto temos que dar o exemplo internamente”, conta.

Bioeste entrega fotos no Assentamento Rio de Ondas





A equipe do Instituto Bioeste - composta por Cleiton Pessoa, Hebert Regis e Luciana Roque - retornou no dia 28 de junho ao Assentamento Rio de Ondas. O local foi um dos cenários para a I Oficina de Fotografia do Cerrado Baiano, realizada nos dias 28 e 29 de abril e 01 e 02 maio. O objetivo foi entregar as fotografias aos seus respectivos donos e também obter os direitos de cessão de imagens para a Exposição Fotográfica: A Recriação do Olhar sobre o Cerrado Baiano, que começa no dia 28 de julho, em Barreiras, e roda cinco municípios do oeste baiano.

A recepção foi calorosa. Crianças, jovens e adultos vieram ao encontro para ver o resultado das fotos. Uns tímidos, outros entusiasmados, mas todos ficaram satisfeitos com o resultado e animados para verem a exposição que acontecerá no próprio assentamento no dia 11 de agosto.

Na oportunidade também foram produzidas entrevistas de vídeos com os moradores da comunidade como forma de registro da história, e da relação das pessoas com o cerrado da região. A manhã foi de conversas e apreciação das imagens entre os moradores e de tarde a equipe seguiu para a sede da Prefeitura Municipal de Luis Eduardo Magalhães para acertar os detalhes de treinamento das pessoas que irão guiar os visitantes da exposição. Um dia de intensas atividades e bons resultados, os moradores aguardam ansiosos pela exposição que ficará na memória de cada um.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Bioeste presente no lançamento do projeto Agritec

O Instituto Bioeste participou do lançamento do projeto Agritec: Tecnologia de extensão rural para as comunidades, da empresa Agrifirma na sede da fazenda Campo Aberto, distante 110 quilômetros da sede de Luis Eduardo Magalhães. O projeto visa estabelecer uma comunicação entre a Agrifirma e as comunidades: Muriçoca, Galinho e Capão do Jerônimo, e também auxiliar as famílias que moram nas comunidades próximas à fazenda.

A meta é oferecer treinamento aos moradores por meio dos próprios profissionais da empresa, como agrônomos e nutricionistas, que passam a orientar as famílias no cultivo de hortas, aproveitamento de cascas e sementes na alimentação. A Agrifirma fará a aquisição dos alimentos produzidos pelas comunidades no preparo das 600 refeições/dia oferecidas aos trabalhadores da fazenda.

O Instituto Bioeste apresentou na oportunidade os projetos desenvolvidos nas áreas de Sistemas Agroflorestais, Áreas Protegidas, Planejamento e Gestão Ambiental, Comunicação, Educação Ambiental e Políticas Públicas, destacando a importância da comunidade na conservação do meio ambiente.

A coordenadora de educação ambiental do Bioeste, Luciana Moraes, afirma que as comunidades tradicionais possuem grande conhecimento da natureza, mas muitas dificuldades em desenvolver-se economicamente, como apresentado no diagnóstico realizado pela Agrifirma. “O Instituto Bioeste se coloca à disposição para ajudar no projeto Agritec e proporcionar essas famílias oportunidade de crescimento aliado ao respeito ao meio ambiente”, afirma.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pé-de-moleque


Vamos preparar um delicioso pé-de-moleque.

Você vai precisar de:


01 xícara de açúcar


01 lata de leite condensado


500g de amendoim torrado e descascado


É muito simples o preparo, coloque numa panela o amendoim já torrado e descascado, acrescente o açúcar e leve ao fogo baixo. Mexa bem para o açúcar se misturar ao amendoim.


Quando estiver bem moreninho e soltando da panela, acrescente o leite condensado e misture. Rapidamente tire do fogo e com auxilio de duas colheres, vá colocando porçõezinhas separadas umas das outras numa forma untada apenas com margarina. Faça isso rápido com o pé-de-moleque ainda quente, pois se esfriar ele endurece e fica muito difícil retirar da panela.


Enquanto espera esfriar aproveite e já vai experimentando a raspinha da panela. Esfriou, é hora de saborear, se sobrar guarde num pote de vidro bem fechado e bom apetite!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Bioeste na Conferência da Terra


A Educadora Luciana Moraes, Coordenadora de Eduacação Ambiental do Instituto Bioeste, esteve na Conferência da Terra - Fóum de Internacional de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas em Olinda - PE, que ocorreu de 26 a 30 de maio deste ano.

Dentre as principais trocas de experiência em educação em sustentabilidade, teve a oportunidade de conhecer e conversar com o Ministro da Educação de Cuba, Orestes Valdez.

Orestes Valdez é Doutor em Ciências Pedagógicas, com especialidade em Educação Ambiental, título obitido no Instituto de Ciências Pedagógicas do Ministério da Educação de Cuba. Recebeu o prêmio Tom Jobim pela relevância do trabalho que ele realiza em seu país na Educação Ambiental e é consultor da UNESCO na América Latina.

A inovação da educação em Cuba, segundo Valdez, se deve ao fato do compromisso do governo cubano em atender as crianças mesmo em locais remotos. "Ainda que haja apenas uma criança, o professor é deslocado para a comunidade para educar esta criança." Afirmou o Ministro.
Outro aspecto interessante é a aliança da educação formal as estratégias de conservação da natureza, especialmente no que tange a produção de conhecimento para a conservação da natureza e entendimento do espaço geográfico nas escolas, ainda que estas sejam primárias. Segundo o Ministro, as escolas tem os curriculos alterados a depender das necessidades socioambientais do entorno de uma Unidade de Conservação, esta deverá formular projetos interdisciplinares que visem não somente a repetição dos saberes, mas sobretudo a geração de conhecimento nesta localidade.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Confraternização



Na manhã de segunda-feira, às sete horas, todos se encontraram exaustos no café da manhã, com olheiras, fadigados, mas muito satisfeitos com os resultados obtidos. Já não havia grupos distintos de alunos, professor, logística e organizadores, mas um único e grande grupo de amigos. Retornaram a Barreiras e se dirigiram a uma chácara às margens do rio de Ondas para a confraternização, com feijoada, churrasco, banhos de rio e muitas gargalhadas recordando todos os dias de atividades que com certeza perpetuarão na memória de todos por muito tempo. O sol se pôs, veio a noite de céu estrelado e lua cheia, todos trocaram e-mails, querendo um novo encontro. E cada um ali presente relatou o que significou a experiência na vida deles. Adriano Gambarini, fotógrafo, professor e piadista fez suas considerações finais, momento não de um adeus, mas um até breve, ele nos presenteou com seu conhecimento, simpatia e bom humor, conquistou amigos entre todos os participantes e moradores das comunidades por onde a oficina de fotografia passou.

Gambarini ainda em Formosa presenteou a cada um com um postal de sua autoria, um diferente do outro e nesse momento cada um pegou o seu e pediu uma dedicatória do mestre, que os atendeu imediatamente e escreveu algo em particular a respeito de cada um. Meu campo de girassóis ganhou um significado completo após a dedicatória, que guardarei para sempre.

Todos que participaram da oficina voltaram sensibilizados com tudo o que viram e ouviram como a dura realidade dos habitantes das distantes comunidades que não possuem energia elétrica ou água encanada e nessas limitações e simplicidade da vida são felizes, conheceram o lugar onde estão inseridos - o cerrado com suas belezas e ameaças. Yurika não teve problemas com a rinite, mesmo se esquecendo de levar os medicamentos e em meio a tanta poeira. Laura superou o bloqueio de um ano sem pintar e agora pretende recomeçar nas artes plásticas. O que mais se viu foi a preocupação com o bem estar do outro colega e moradores, cumplicidade.

Muitos beijos e abraços depois, cada um retornou para sua cidade, para seu lar, assim como Adriano Gambarini que retornou para São Paulo, onde descasou por dois dias e seguiu viagem, agora para a Serra da Canastra e continuará nos proporcionando belas imagens. E nós que ficamos, vamos nos empenhar para a realização da exposição das fotos por todos os lugares por onde passou a I Oficina de Fotografia do Cerrado Baiano. Outros planos surgiram como a criação de um blog e formação de um grupo de trilheiros para dar continuidade às aventuras pelo cerrado, sempre registradas pelas lentes fotográficas.

I Oficina de Fotografia em números
A I Oficina de Fotografia do Cerrado Baiano mobilizou 20 pessoas, três guias e cinco veículos.
Entre os participantes estavam sete mulheres e 13 homens, envolvidos e seis dias de atividades entre entrevistas, palestra, aula teórica, viagens e aulas práticas.
Foram 85 horas de convivência e 900 quilômetros percorridos por quatro cidades: Barreiras, Formosa do Rio Preto, Luis Eduardo Magalhães e São Desidério.
Pouquíssimas horas de sono, em média de quatro a cinco horas por noite que somando tudo isso deu o resultado de comunhão, irmandade, muitas lembranças e milhares de imagens. (Luciana Roque/Ascom Bioeste)

Comunidade Cacimbinha e Trilha


Ao amanhecer, um e outro surgia dos quartos para o café da manhã, a previsão de saída seria às seis e meia da manhã, mas o cansaço fez com que houvesse um atraso de uma hora. Todos embarcados pegaram a estrada novamente e essa era bem mais difícil de percorrer, muita areia o que fez com que um dos carros atolasse por duas vezes, obrigando os integrantes a descerem e empurrarem o veículo, foram batizados de: Equipe Uno Nota 10.

Adiante, momentos de tensão, um morador da comunidade que era o guia, o Virgilino, dirigia o carro do Bioeste a frente da caravana, quando ao atravessar uma pequena ponte de madeira, a roda dianteira do lado direito caiu em um espaço entre as tábuas, o carro ficou preso, mas felizmente ninguém se machucou.

Todos saíram dos carros, os homens estudavam a melhor maneira de retirar o veículo, as mulheres fotografavam o ocorrido e também aproveitaram para clicar o rio e o cerrado em volta. Com ajuda de um macaco e com os homens fazendo peso na carroceria da caminhonete, conseguiram erguer a roda e encaixar uma tábua fechando a armadilha e assim todos os outros carros atravessaram cuidadosamente a ponte e continuaram o caminho, parando em alguns momentos para fotografar o belo cenário que se descortinava à frente de cerrado nativo e moradias pelo caminho.

Quatro horas depois de muito chão, chegaram à residência que foi o nosso apoio, não tinha sanitário e muitos procuraram um abrigo no mato para o alívio das necessidades. Perdeu-se muito tempo na estrada, então todos concordaram em permanecer ali e almoçar para depois continuar seguindo viagem até a comunidade de Cacimbinha.

O rio Preto estava a alguns passos da casa, quem levou roupa de banho, se apressou a se trocar, os outros não se intimidaram e foram para o rio tomar banho de roupa mesmo. O dia quente e as águas refrescantes era um convite irrecusável e dos vinte integrantes, nove caíram na água, inclusive o ministrante da oficina, todos voltaram a ser crianças por alguns minutos, até que receberam o aviso de que o almoço já estava servido, nessa hora encerraram as brincadeiras infantis aquáticas e retornaram à residência para saciar a fome.

Após a refeição finalmente fizeram a foto do grupo. Julio, Laura, Hélio e Luciano retornaram para Barreiras, menos um carro, devido aos compromissos na segunda-feira. Após a foto, dois dos quatro veículos que ficaram seguiram até a Cacimbinha, os outros dois ficaram pelo caminho, fotografando as veredas e percorrendo trilhas.

No caminho não faltou atrativos, as veredas com seus buritizais belíssimos. O grito das araras fez o último carro, onde estava o professor, parar e ficar esperando que as araras gritassem novamente, indicando sua direção e assim ocorreu, eles saltaram do carro e caminharam em direção ao buriti, lá conseguiram fotografar o casal e para surpresa deles mais dois casais sobrevoaram a vereda. Eram seis araras Canindé que fugiram dos clics e foram pousar em outro buriti distante, porém os persistentes fotógrafos não desistiram e foram atrás das aves seguindo os passos cuidadosos do professor e conseguiram belas fotos.

Retornando ao carro, seguiram a estradinha, adiante encontram o outro grupo e juntos com auxilio de GPS entraram na mata fotografando as espécies de árvores, insetos e flores.
Nesse momento a outra equipe chegou à Cacimbinha, onde havia artesanato feito com palha de buriti e capim dourado. As crianças também se encantaram com as fotos impressas na hora e entregues a elas como recordação. O grupo ficou pouco tempo no povoado, pois era muito distante e retornaram encontrando com os outros na estrada que já vinham saindo da trilha e ali mesmo fizeram mais uma foto da turma, dessa vez com o por do sol e os buritizais ao fundo.
Novamente pegaram a estrada de volta à Formosa e o carro mais baixo ficou preso no areião por mais três vezes, momento da Equipe Uno Nota 10 entrar em ação novamente. Já era noite quando chegaram à pousada. Todos só pensavam em banho e refeição e só depois analisar as fotos, o problema é que as pizzas só chegaram à uma hora da manhã, famintos interromperam as análises fotográficas para comer, encerrando mais um dia de intenso trabalho, aprendizado e aventuras às duas horas da manhã. (Luciana Roque/Instituto Bioeste)

Peixe de Fora, Peixe de Dentro e Trilha


Cinco horas da manhã de sábado, os participantes da oficina de fotografia partiramm de Barreiras em cinco carros em direção a Formosa do Rio Preto. Após uma hora e meia de viagem, pararam para tomar o café da manhã, deixaram as bagagens na pousada e seguiram viagem, agora em estrada de chão até a comunidade do Peixe de Fora. São 42 quilômetros que levaram uma hora e meia do tempo da caravana.


Ao chegarem à comunidade, foram direto para as margens do rio Preto. Lá encontraram donas de casa lavando louça, o brilho das panelas de alumínio encantou os visitantes.
Muitos flashes de belezas naturais depois, todos foram percorrer as ruas da comunidade, em todas as portas e janelas das casas, havia flores penduradas revelando uma população supersticiosa e agarrada às tradições. Era primeiro de maio, as flores na entrada das residências era para que o mal não entrasse no primeiro dia do mês.


Moradores hospitaleiros receberam a equipe e responderam sem resistência às indagações dos curiosos. A vida de aventura pelo mundo a fora do fotógrafo/professor foi motivo de estranhamento para uma senhora de 97anos, o que causou gargalhadas entre todos.
Uma hora da tarde, hora do almoço, todos se encaminharam até a fazenda Ingazeira, onde foi servida a refeição. A varanda ao redor da casa era um convite para o descanso, outros preferiram se refrescar nas águas cristalinas do rio Preto. Encerrado o intervalo, recomeçaram as atividades, o grupo foi dividido em dois, um seguiu até a comunidade de Peixe de Dentro e o outro percorreu uma trilha próxima à sede da fazenda.


A essa altura, todos os participantes já se conheciam pelo nome, trocavam dicas de enquadramentos, um fazia brincadeira com o outro e as afinidades afloravam. Ao anoitecer, os grupos se juntaram novamente e partiram de volta para Formosa ansiosos por banho e comida. Na pousada, a divisão dos quartos foi feita sem problemas, dois em cada quarto.

Todos limpos e saciados chegou o momento de transferir e analisar as fotos, lá fora na área de lazer da pousada, acontecia uma festa à fantasia, mas o interesse de todos estava na projeção das imagens que foi até às duas horas da manhã. Após as análises fotográficas, a maioria foi dormir, enquanto alguns ainda resistentes foram para a festa. (Luciana Roque/Instituto Bioeste)

Assentamento Rio de Ondas II e Fazenda Gatto


Na manhã do dia 30 de abril, às cinco e meia da manhã, professor, alunos, equipe logística a postos sem conseguir viajar, pois aguardavam duas integrantes que não conseguiram chegar no horário determinado, alguns impacientes, mas continuaram aguardando. Após 20 minutos de espera, chegou uma das alunas e o grupo decidiu ganhar a estrada, pois não conseguiram contato com a outra aluna.Na saída da cidade, essa aluna retardatária, alcançou a caravana e conseguiu embarcar e finalmente todos puderam seguir viagem.

Após 90 quilômetros, chegaram a Luis Eduardo Magalhães, pausa para o café da manhã. Retornaram à estrada por mais 33 quilômetros até o Assentamento Rio de Ondas I, onde encontraram o senhor Joaquim que foi o guia no Assentamento II há oito quilômetros de distância do primeiro.

Ao chegarem à comunidade, os moradores se mostraram um tanto curiosos, apesar da timidez momentânea com o grupo munido de câmeras fotográficas de todos os modelos e a equipe logística que fazia também filmagens no local.

Adriano Gambarini tomou a frente e se apresentou aos moradores, apresentou o grupo e explicou o propósito da visita. Passou as instruções e os alunos se separaram em diferentes direções em busca de boas fotos. Foram até a escola e as crianças se aproximaram, fizeram poses e conversaram com o grupo de aspirantes a fotógrafos.

Outros integrantes visitaram as residências, bateram papo com as famílias, fotografaram os moradores, seus bichos de estimação. Numa das casas guardava-se os artesanatos feitos com capim dourado, o que atraiu muitos flashes.

Gambarini se posicionou numa casa e ali conversou com a dona da casa, tomou muitos cafezinhos, lanchou e a todo o momento vinha um aluno para mostrar uma foto bonita, outro com problemas em ajustar a máquina, outro se queixando de dificuldades, já outro empolgado com as conquistas.

Dois carros da equipe se dirigiram até o rio de Ondas e a surpresa de ver tanto lixo jogado às margens e assoreamento, tudo registrado pelas lentes dos participantes da oficina.

O restante do grupo ficou na comunidade fotografando as pessoas e imprimindo na hora para entregar as fotos aos seus donos, o que virava uma festa, principalmente entre a criançada que vibrava a cada impressão.

Uma hora da tarde, retornaram à Luis Eduardo para almoçar e de lá seguiram até a Fazenda Gatto, onde foram recepcionados por um dos proprietários que mostrou a fazenda e os levaram até as estações dos pivôs às margens do rio.

Na estradinha de chão que leva até o rio, a traseira da caminhonete do Bioeste abriu e caiu a mala da filmadora, por sorte estava vazia, a câmera estava dentro do carro, mas o susto foi grande para a equipe logística. No caminho fotografaram a imensa plantação de soja de cor dourada contrastando com o céu azul. Corujas assentadas em cercas observavam a caravana e imediatamente viraram alvos dos frenéticos fotógrafos.

Fim de tarde, retornaram à Barreiras, começava a surgir a parceria entre os integrantes dentro dos carros e Gambarini a contar as primeiras piadas de seu extenso repertório. Ao chegarem à cidade já era noite, hora de transferir as fotos para o computador. O cansaço não permitiu que Adriano analisasse todas as fotos e no dia seguinte, novamente na madrugada, seguiriam para Formosa do Rio Preto.(Luciana Roque/Instituto Bioeste)

Lagoa Azul e Gruta do Catão são cenários da primeira aula prática


Na manhã do dia seguinte, após a palestra, o grupo de alunos de fotografia concentrou-se na sede do Instituto Bioeste para a aula teórica com Adriano Gambarini.



Todos se apresentaram, entre o grupo de alunos estavam as mulheres: Ariane, Laura, Virgilia e Yurika. Os homens: André, Benito, Claudio, Hebert, Hélio, Julio, Luciano, Rodney, Rogério e Xavier. A equipe de logística: Adriana, Cleiton e Luciana. Representantes dos organizadores estavam: Fernando e Mirella. Completando o grupo de 20 pessoas, o ministrante: Adriano Gambarini.



Feitas as apresentações, Gambarini inicia as instruções, relembrou as técnicas tradicionais utilizadas desde os tempos das máquinas com filme e que são clássicas. Ensinou enquadramentos, uso do flash e velocidade.



Os alunos participaram questionando o professor que por sua vez os atendia prontamente. Após o almoço, o grupo de 20 pessoas em cinco veículos, se dirigiram até a Lagoa Azul no município de São Desidério. Muitos dos participantes ainda não conheciam o lugar. Ainda tímidos, embrenharam-se na mata auxiliados pelo guia turístico Jussyclebson de Souza e a equipe de logística do Instituto Bioeste.



Alguns dispararam na frente, enquanto outros se detinham pelo caminho fotografando detalhes - às vezes um inseto, o tronco de árvores, uma plantinha, até se depararem com o mirante da lagoa e seu espelho d’água esverdeado e que neste dia em especial brilhava, ostentando ainda mais beleza.



Muitos clicks depois se encaminham para a Gruta do Catão, quem foi na frente pegou a melhor luz. Morcegos, paredes, o rio serviram de cenário para os aprendizes de fotografia.



A luz do sol começou a baixar, era hora de percorrer a trilha de retorno e os flashes brilhavam na mata por onde passava o grupo.



Os alunos começaram a se interagir, trocar dicas, enfim se conhecerem.



Retornando à Barreiras, de volta à sede do Bioeste, já era noite e o professor Gambarini iniciou a demonstração das fotos de todos os integrantes, apontando erros, acertos, sempre com fala mansa e simpatia, apesar do cansaço pela caminhada em trilhas íngremes, debaixo de sol forte. Todos permaneceram no local e aproveitaram para eliminar as dúvidas e elogiar as fotos dos colegas.



Encerrada a análise das fotos, eram quase 22 horas. Todos se dirigiram às residências ou hotéis onde estavam hospedados, para um banho, comida e cama, pois no dia seguinte deveriam se encontrar de madrugada para dirigir-se até o outro local das fotos. (Luciana Roque/Instituto Bioeste)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Palestra: Fotografia para a conservação

A realização da I Oficina de Fotografia do Cerrado Baiano, realizada pela Conservação Internacional – Brasil, Instituto Bioeste e Monsanto, constituiu uma série de atividades entre entrevistas, palestra, aula teórica, viagens, aula prática.

Na quarta-feira (28) logo pela manhã o ministrante do curso foi entrevistado pela mídia local, inclusive para o programa de rádio Fala Cerrado do Instituto Bioeste, a noite ocorreu a primeira etapa, a palestra: Fotografia para a Conservação no auditório da Universidade Federal da Bahia – UFBA às 19:30h. Estavam presentes os inscritos para a oficina de fotografia, estudantes e pessoas de diferentes ramos profissionais, mas que têm o gosto em comum pela fotografia e pela conservação ambiental.

O fotógrafo Adriano Gambarini deu boas vindas aos presentes e compartilhou suas aventuras pelo mundo, os perigos pelos quais já passou em busca de uma boa fotografia, a convivência com pessoas de diferentes culturas, cidades e países. Tudo isso registrado em imagens belíssimas que ele apresentava durante sua explanação, divulgando a vida simples dos moradores dos rincões, a riqueza da fauna, da flora e os bastidores das viagens.

Revelou como seria ministrado o curso, solicitou paciência dos alunos para que sejam amigos do tempo e não ter tanta pressa em fazer a foto e sim aguardar pelo melhor momento do click.

A cada imagem que era exposta, provocava reações nos presentes e despertava a curiosidades de todos e Adriano informava por quanto tempo esperou para fazer a foto, o quanto andou, por quanto tempo permaneceu imóvel para não assustar determinado bicho e assim conseguir a foto.

De forma descontraída, Gambarini instigava a plateia que participava questionando sobre técnicas de fotografias, os cenários e já demonstrando o grande interesse pelo curso.

Ao final da palestra poucos participantes do curso procuraram o fotógrafo Adriano e timidamente se apresentaram, fazendo o primeiro contato com o professor. No dia seguinte, a primeira aula teórica. (Luciana Roque/Instituto Bioeste)



sexta-feira, 7 de maio de 2010

Oito razões para optar por alimentos orgânicos


O Instituto Bioeste disponibiliza as oito razões para se consumir alimentos orgânicos, que foi ao ar, no quadro Fique por Dentro, do programa Fala Cerrado, com o tema sobre Agrotóxicos.

Confira!


1- Pesquisas de organizações independentes mostraram em resultados consistentes que as comidas orgânicas são mais ricas em nutrientes do que as suas versões não orgânicas. Elas produzem em maior quantidade, principalmete componentes como a vitamica C, antioxidantes, cálcio, ferro, cromo e magnésio.


2- Elas são livres de neurotoxinas, capazes de danificar células e nervos do cérebro, que podem ser encontradas em muitos pesticidas.


3- A comida orgânica é uma escolha mais sustentável comparada com outras práticas modernas de agricultura que utilizam herbicidas, pesticidas, fungicidas e fertilizantes em massa e que já causaram danos ambientais em muitas partes do mundo.


4- Comida orgânica produzida em pequena escala ajuda na subsistência de pequenos fazendeiros independentes e suas famílias.


5- A maioria das comidas orgânicas é mais saborosa do que as produzidas com o uso de pesticidas.


6- Fazendas orgânicas são mais seguras para os fazendeiros. Uma pesquisa da Havard sobre saúde pública, encontrou um aumento de 70% nos casos de Parkinson entre indivíduos expostos a pesticidas.


7- O consumo de orgânicos pode reduzir o risco de câncer. A agência de proteção do meio ambiente dos Estados Unidos considera 60% dos herbicidas, 90% dos fungicidas, 30% dos inseticidas, potenciais causadores de câncer.


8- Optar por carnes orgânicas diminui a sua exposição à antibióticos, hormônios sintéticos e medicamentos utilizados nos animais e que consequentemente podem chegar até você.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A Recriação do Olhar no Cerrado Baiano

Barreiras, 20 de abril de 2010 – De maneira inédita na região oeste da Bahia, será realizada entre os dias 29 de abril e 2 de maio, a I Oficina de Fotografia do Cerrado Baiano: a Recriação do Olhar. Ministrado por Adriano Gambarini - com fotografias publicadas na National Geographic, Mercator´s World e Geo Magazine – o curso pretende capacitar a comunidade e evidenciar as belezas, principais degradações e a relação das comunidades tradicionais com os recursos naturais. Foram selecionadas 15 pessoas, dentre poder público, iniciativa privada, instituições de pesquisa, e terceiro setor.

A oficina tem o objetivo de apontar a fotografia como ferramenta de apoio às atividades de educação ambiental e estimular a mudança de comportamento em relação à biodiversidade. A programação inclui noções básicas de fotografia, e aulas práticas em São Desidério, Luis Eduardo e Formosa do Rio Preto, para retratar as belezas naturais e as principais ameaças sofridas no cerrado do oeste da Bahia.

No dia 28 de abril, na quarta-feira, a partir das 19h, Adriano Gambarini também ministra a palestra “Fotografia para a Conservação”, no auditório do Instituto de Ciências Ambientais e Desenvolvimento Sustentável da Universidade Federal da Bahia (ICADS/UFBA), antigo Colégio Padre Vieira. O evento, com entrada franca, pretende valorizar a biodiversidade ambiental e cultural, mobilizando os presentes a pensarem na relação entre o homem e o ambiente.

“Na palestra as fotografias serão utilizadas para fazer as pessoas refletirem, sendo principalmente uma forma de valorização do próprio ser humano”, afirma Adriano Gambarini, hoje colunista do Blog da National Geographic Brasil e da Agência Ambiental OECO. O fotógrafo administra e licencia atualmente seu arquivo com cerca de 80 mil imagens do Brasil, Antártida e mais 17 países, com ênfase na biodiversidade, ecossistemas, cavernas, vida selvagem, modos de vida e cultura de grupos étnicos, arquitetura e cidades históricas.

Exposição - Os registros da I Oficina de Fotografia do Cerrado Baiano vão compor uma Exposição Fotográfica, que será realizada a partir de julho, e passará pelos municípios de Barreiras, São Desidério, Luis Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Salvador, e São Paulo. A curadoria e a seleção das fotografias serão do próprio Adriano Gambarini juntamente com a jornalista Mirella Domenich, gerente de comunicação do Programa Cerrado-Pantanal da Conservação Internacional, com experiência em exposições fotográficas em países da África, e também no Brasil.

A proposta está inserida no Programa Conservação da Biodiversidade, que tem o objetivo de conservar a biodiversidade no cerrado, cujas instituições parceiras trabalham no sentido de propor estratégias para evitar o desmatamento ilegal, a extinção local de espécies, e incentivar o cumprimento da legislação ambiental na cadeia agropecuária.


Programação:

28/04 – quarta-feira
19h – “Fotografia para Conservação” – Palestrante: Adriano Gambarini
Mostra de vídeos – II Oficina de Vídeo Participativo
Local: Auditório do ICADS/ Universidade Federal da Bahia – campus Edgard Santos

29/04 – quinta-feira – Noções Básicas de Fotografia e aula prática em São Desidério
30/04 – sexta-feira – Luis Eduardo Magalhães
01/05 e 02/05 – sábado e domingo – Formosa do Rio Preto

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Lagoa Azul é verde


De São Desidério à Lagoa Azul são 15 quilômetros em estrada de chão, bem conservada. A paisagem é de mata de cerrado nativo e em alguns trechos, apresentam-se fazendas de gado que devastaram a paisagem natural para abertura de pasto.

A Unidade de Conservação foi criada pelo Governo Municipal. Logo na entrada do parque, há uma estrutura semi-pronta de um abrigo para os visitantes, o prédio possui telhado coberto, espaço para banheiros, loja para comercializar artesanatos e alimentos, falta ainda instalação elétrica e hidráulica.

Após o abrigo, segue-se por uma trilha, onde estão espalhadas placas de madeira que indicam as espécies de árvores que ali se encontram. Se o visitante estiver com sorte, é possível avistar macacos bugios, ou guaribas nos galhos das árvores à procura de alimentos, são animais ariscos e preferem ficar longe e escondidos da presença humana. Os pássaros, pelo contrário, gostam de se exibir, com seu canto e plumas coloridas que se destacam por entre as árvores. Durante o trajeto vê-se ainda cupinzeiros nas árvores, formigueiros gigantes, uma diversificada espécie de insetos e borboletas à procura de pólen.

A caminhada é leve e agradável, em pouco tempo chega-se ao mirante da Lagoa Azul. A vista é fascinante, do alto de uma pedra é possível contemplar um gigantesco lago que apesar de ter o nome de Lagoa azul, suas águas são de um intenso verde, margeado por uma nata esbranquiçada que serve como filtro das impurezas que caem no calmo espelho d’água, como folhas, excrementos de animais. Paredões rochosos cercam toda a extensão da lagoa, da pedra do mirante até a água, são 40 metros de altura e nesse ponto a água pode ter a profundidade de 14 a 15 metros.

Segundo o guia turístico de São Desidério, Jussyklebson da Silva de Souza, tanto em períodos de estiagem quanto de chuva, a tonalidade da água não muda e nem a quantidade de água dentro da lagoa. Permanece sempre a mesma, verde, calma e profunda.

O silêncio e a natureza intocada tornam o cenário único, de beleza indescritível e poética. Nos céus, revoada de pássaros fazem um bailado que chama a atenção. No alto dos paredões as pedras formam imagens que despertam a imaginação.

Alguns metros dali, seguindo uma pequena trilha, esta o aquário natural. Milhares de peixinhos movimentam-se freneticamente. A água apesar de limpa, somente é possível visualização na parte superficial, devido à profundidade que chega até 60 metros. Ao fundo o paredão vermelho completa o cenário. No chão, folhas secas que vez ou outra são levadas pelo vento. (Luciana Roque/Ascom Instituto Bioeste)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Bioeste integra mesa redonda da soja responsável

Com uma das principais fronteiras agrícolas do mundo, e em franca expansão, a realidade mostra que ainda faltam iniciativas que insiram esta variável na condução dos negócios, seja dos agricultores, das trades, e das políticas públicas na administração publica e da própria sociedade civil. Em um passo importante para discutir a produção agrícola do oeste da Bahia, o Instituto Bioeste passa a ocupar uma cadeira na Round Table of Responsabily Soy (RTRS, na sigla em inglês), e se compromete a intensificar o trabalho para inserir a sustentabilidade na cadeia produtiva da soja produzida na região.

A RTRS foi criada na Suíca em 2006 e conta atualmente com mais de 100 membros em quase vinte países. A organização reúne produtores, indústria e comércio e instituições financeiras; ong´s e entidades governamentais interessadas nos impactos da soja na economia e no meio ambiente. Gina Cardinot, coordenador outreach Brasil da organização, entende que todas as organizações ao entrar na RTRS têm a oportunidade de fazer parte de uma iniciativa internacional única dentro do setor. “E assim, contribuem para a construção deste padrão internacional de soja responsável, além de possibilitar uma troca de ações, conhecimento, e de abrir um leque de possibilidade de parcerias”, acredita.

Segundo o diretor-presidente, Benito Fernandez Mera, o Bioeste pretende facilitar o intercâmbio de informações entre as diferentes instituições ligadas ao setor, e intensificar esta relação, estimulando por meio de eventos, reuniões, e trabalhos de campo. “Os produtores de soja precisam inserir as componentes ambientais, atualmente necessárias para a própria perpetuação do negócio, seja para a comercialização da commoditie no mercado externo, bem como a manutenção das condições técnicas para o cultivo da soja”.

Como forma de reiterar a parceria, desenvolvida a partir deste momento, o Instituto Bioeste compromete-se alinhar às ações desempenhadas pela RTRS, no sentido de levar a sustentabilidade para a cadeia produtiva na soja, sendo um papel já assumido localmente pela instituição e pela sua rede de parceiros. O Bioeste se disponibiliza a atuar conjuntamente, ao agregar força no cumprimento dos compromissos e princípios que levem a produção agrícola do oeste da Bahia para o caminho da sustentabilidade.

Conheça a Associação Internacional da Soja Responsável (RTRS)
É uma organização internacional que apóia a produção, processamento e comércio de soja responsável em todo o mundo através de um padrão global, que por sua vez, favorece o cumprimento legal e práticas empresariais adequadas, condições de trabalho responsáveis, relações responsáveis com as comunidades, responsabilidade com o meio ambiente e boas práticas agrícolas.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Mudanças Climáticas é tema do Cerrado em Foco

Barreiras, 15 de abril de 2010 - Apesar do fracasso no fim de 2009, da 15ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-15), em Copenhague, na Dinamarca, os reflexos das mudanças climáticas continuam a ter interferência local, principalmente com os chamados extremos climáticos. O Cerrado em Foco, coloca a opinião de pesquisadores que mostram a relação direta da expansão agrícola e do mau uso da biodiversidade - como o desmatamento e as queimadas – com os efeitos das mudanças climáticas.

O Cerrado em Foco mostra, em sua reportagem de capa, do fenômeno da desertificação que já vem ocorrendo no oeste da Bahia, que pode prejudicar o agronegócio da região. O leitor também pode acompanhar a entrevista com o promotor de justiça titular da 1ª promotoria de Barreiras, Eduardo Bittencourt, que atua em conjunto com os órgãos ambientais na adequação ambiental das margens dos rios de Barreiras.

Esta edição também comemora o sucesso do Programa Conservação da Biodiversidade, uma parceria entre a Conservação Internacional, Instituto Bioeste e a Monsanto, que já trabalhou no diagnóstico ambiental de 86 milhões de metros quadrados de propriedades rurais. O projeto tem o objetivo de envolver os produtores na conservação dos remanescentes da fauna e flora, evitar o desmatamento ilegal, e o cumprimento da legislação.
Conheça também o lobo-guará, na seção cerrado, o maior canídeo da América Latina, sendo ameaçada de extinção, e a entrada do Instituto Bioeste na Associação Internacional da Soja Responsável (RTRS, na sigla em inglês).

Tudo isso e muito mais você confere no Cerrado em Foco.

Cerrado em Foco – edição Nº 4
Publicação dirigida Março/Abril 2010
Realização: Instituto Bioeste e Conservação Internacional
Link: http://www.4shared.com/document/IHY4aOr8/Cerrado_em_Foco_ed_4_-_ed_fina.html

terça-feira, 6 de abril de 2010

Receita do bacalhau Nordestino


O Instituto Bioeste aproveita o feriado da Semana Santa para disponibilizar a receita de bacalhau nordestino, que foi ao ar, no quadro Fique por Dentro, do programa Fala Cerrado, com o tema arborização urbana. Para quem aprecia um bom bacalhau, sugerimos essa deliciosa receita. Bom apetite!

BACALHAU NORDESTINO

INGREDIENTES


250G DE BACALHAU DESSALGADO E DESFIADO GROSSO


100G DE AZEITONAS VERDES PICADAS


100G DE AZEITONAS PRETAS PICADAS


1 CEBOLA GRANDE CORTADA EM RODELAS FINAS


1 PIMENTÃO GRANDE CORTADO EM RODELAS


350G DE MANDIOCA COZIDA E AMASSADA


1 XIC. CHÁ DE LEITE


1 COLHER DE SOPA DE MARGARINA


1 OVO INTEIRO


3 XIC. DE CHÁ DE MOLHO BRANCO


MODO DE PREPARO


JUNTE À MANDIOCA AMASSADA O LEITE, A MARGARINA E O OVO E LEVE AO FOGO EM UMA PANELA FORMANDO UM PURÊ. NÃO PRECISA DE SAL POR CAUSA DO BACALHAU QUE JÁ É SALGADO. MONTE EM UMA ASSADEIRA MÉDIA UMA CAMADA COM O PURÊ DE MANDIOCA, DEPOIS O BACALHAU DESFIADO, A CEBOLA, O PIMENTÃO E AS AZEITONAS, POR ÚLTIMO CUBRA COM O MOLHO BRANCO. LEVE TUDO AO FORNO MÉDIO PRÉ-AQUECIDO POR 45 MINUTOS OU ATÉ FICAR BEM DOURADO. SIRVA EM SEGUIDA COM UMA SALADA CRUA OU SOZINHO.


TEMPO DE PREPARO: 1H30MIN


RENDIMENTO: 4 PORÇÕES